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A fome de verdade está em baixa? Descubra com Lucas Peralles como recuperar essa essência perdida

Você já abriu a geladeira sem realmente sentir fome? Ou terminou uma refeição e, poucos minutos depois, sentiu vontade de comer um doce, mesmo estando satisfeito? Situações como essas se tornaram tão comuns que muitas pessoas deixaram de perceber uma mudança silenciosa no próprio comportamento alimentar. Em meio a uma rotina acelerada, cercada por notificações, alimentos altamente palatáveis e estímulos constantes, distinguir a fome fisiológica da vontade de comer passou a ser um desafio cada vez maior.

Lucas Peralles, nutricionista esportivo, fundador do Método LP e referência em nutrição esportiva em São Paulo, observa que essa é uma das mudanças mais marcantes no comportamento alimentar da sociedade atual. Em 2026, enquanto cresce o número de pessoas preocupadas com emagrecimento, saúde metabólica e longevidade, também aumenta a dificuldade de reconhecer os sinais naturais emitidos pelo organismo. Mais do que escolher bons alimentos, tornou-se necessário reaprender a ouvir o próprio corpo, habilidade que, para muitos, acabou sendo substituída por hábitos automáticos construídos ao longo dos anos.

Quer entender mais sobre a fome de verdade? Confira o artigo a seguir!

O que aconteceu com os sinais naturais de fome?

O organismo humano possui mecanismos sofisticados para informar quando precisa de energia e quando já recebeu alimento suficiente. Hormônios como grelina e leptina participam desse processo, regulando a sensação de fome e saciedade de acordo com as necessidades do corpo. Durante milhares de anos, esses sinais foram fundamentais para garantir a sobrevivência da espécie e orientar naturalmente o comportamento alimentar.

Entretanto, o ambiente em que vivemos mudou muito mais rápido do que a nossa biologia. Hoje convivemos com alimentos disponíveis a qualquer momento, propagandas que despertam desejo constante, aplicativos de entrega acessíveis em poucos segundos e uma rotina que frequentemente nos leva a comer por conveniência, ansiedade ou hábito. Ao analisar esse cenário, Lucas Peralles explica que, quando esses estímulos se repetem diariamente, o cérebro passa a responder muito mais ao ambiente do que às necessidades fisiológicas do organismo, tornando cada vez mais difícil reconhecer a verdadeira fome.

Estamos comendo por necessidade ou por estímulo?

Imagine alguém que passa a tarde trabalhando diante do computador. Ao receber uma notificação de promoção em um aplicativo de delivery ou sentir o aroma de um alimento vindo da cozinha, surge imediatamente a vontade de comer, mesmo que a última refeição tenha acontecido há pouco tempo. Esse comportamento não significa necessariamente que o corpo precisa de energia. Muitas vezes, ele representa apenas uma resposta automática aos estímulos externos.

Além disso, emoções como estresse, cansaço, frustração e ansiedade também influenciam esse processo. O cérebro busca alimentos altamente palatáveis porque eles oferecem uma sensação rápida de recompensa, ativando circuitos relacionados ao prazer. Diante dessa realidade, Lucas Peralles ressalta que compreender essas diferenças é essencial para desenvolver autonomia alimentar. Quando a pessoa aprende a identificar o motivo que está levando àquela escolha, torna-se muito mais fácil construir hábitos consistentes e evitar decisões impulsivas.

Por que reaprender a sentir fome faz parte do emagrecimento?

Grande parte das estratégias voltadas ao emagrecimento concentra seus esforços na escolha dos alimentos ou na quantidade de calorias consumidas. Embora esses fatores sejam importantes, eles não resolvem o problema quando a pessoa perdeu a capacidade de reconhecer os próprios sinais de fome e saciedade. Nesse cenário, qualquer plano alimentar tende a encontrar dificuldades para ser mantido no longo prazo.

Lucas Peralles
Lucas Peralles

Sob essa perspectiva, Lucas Peralles explica que esse é um dos princípios trabalhados na Clínica Peralles por meio do Método LP. A metodologia não busca apenas orientar o que deve ser consumido, mas ajudar cada paciente a desenvolver autonomia alimentar e consciência sobre o próprio comportamento. O objetivo é fazer com que as escolhas deixem de depender exclusivamente de regras rígidas e passem a ser guiadas por uma relação mais equilibrada entre as necessidades do organismo e a rotina de cada indivíduo. Esse processo favorece uma adesão mais consistente e reduz a necessidade de recorrer constantemente a dietas restritivas.

O futuro da nutrição passa por reaprender a ouvir o corpo?

À medida que a ciência amplia o conhecimento sobre comportamento alimentar, cresce também a percepção de que saúde não depende apenas de informações nutricionais. Saber quantas calorias um alimento possui ou conhecer seus nutrientes é importante, mas isso não garante que alguém consiga fazer boas escolhas diariamente. O comportamento continua sendo um dos fatores que mais influenciam o sucesso de qualquer estratégia voltada ao emagrecimento sustentável.

Por isso, Lucas Peralles acredita que uma das maiores transformações da nutrição moderna será justamente recuperar a conexão entre as pessoas e os sinais naturais do organismo. Em um mundo repleto de estímulos externos, desenvolver consciência alimentar tornou-se uma habilidade tão importante quanto conhecer os alimentos. Essa mudança de perspectiva aproxima a nutrição da vida real e mostra que resultados duradouros são consequência de decisões conscientes repetidas ao longo do tempo.

A verdadeira transformação começa quando voltamos a confiar no próprio organismo

O excesso de estímulos da vida moderna fez com que muitas pessoas passassem a comer por impulso, por rotina ou por fatores emocionais, deixando em segundo plano os mecanismos naturais que regulam a fome. Recuperar essa percepção não acontece de um dia para o outro, mas representa um passo importante para construir uma relação mais saudável com a alimentação.

Lucas Peralles reforça, por fim, que o emagrecimento, recomposição corporal e saúde metabólica não dependem apenas do que está no prato. Eles também são resultado da capacidade de compreender o próprio corpo, desenvolver autonomia alimentar e transformar pequenas escolhas diárias em hábitos sustentáveis. Quando a alimentação deixa de ser uma resposta automática aos estímulos e volta a ser guiada pelas necessidades reais do organismo, o caminho para resultados consistentes torna-se muito mais sólido.

 

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