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Consórcio não é a melhor escolha para quem precisa do bem com urgência, avalia o empresário Tiago Oliva Schietti

O consórcio é uma forma de planejamento financeiro que permite adquirir um bem sem pagar juros bancários tradicionais, por meio da formação de um grupo de participantes que contribui mensalmente até que cada cota seja contemplada. Essa lógica coletiva funciona bem para quem tem tempo disponível, mas exige cautela de quem precisa do bem já, conforme frisa o empresário Tiago Oliva Schietti.

Por esta perspectiva, o ponto central está na ausência de data garantida para a contemplação, já que ela depende de sorteio ou lance. Pensando nisso, continue a leitura e entenda quais fatores influenciam esse prazo e se essa modalidade realmente combina com o seu momento de vida.

Como funciona a contemplação em um consórcio?

A contemplação acontece por sorteio mensal entre os participantes ativos ou por lance, quando alguém oferece antecipar parte do valor total para furar a fila. Assim sendo, nenhum dos dois caminhos garante prazo fixo, o que diferencia o consórcio de um financiamento convencional, onde o bem chega em data previamente combinada, como pontua Tiago Oliva Schietti.

O peso da urgência na decisão

Quem precisa trocar de carro para trabalhar ou mudar de casa por motivo de família não pode depender de sorteio. Desse modo, o erro mais comum é comparar o consórcio e o financiamento apenas pelo custo final, ignorando que o tempo até o uso do bem também tem valor econômico e emocional.

Esperar meses ou anos sem previsão exata gera insegurança e pode até anular a vantagem financeira do consórcio, caso o participante precise recorrer a soluções paralelas, como aluguel temporário ou empréstimo, para suprir a necessidade enquanto aguarda a contemplação.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Quais fatores influenciam o tempo de espera?

De acordo com Tiago Oliva Schietti, o prazo de contemplação varia conforme o tamanho do grupo, o valor das cotas e a frequência de lances ofertados por outros participantes. Tendo isso em vista, alguns elementos pesam mais nessa equação do que o participante costuma imaginar no momento da adesão:

  • Número total de cotas no grupo e ritmo de novas entradas;
  • Percentual de lances ofertados mensalmente pelos demais consorciados;
  • Valor disponível para lance próprio, caso o participante queira antecipar;
  • Política interna da administradora quanto a sorteios extras;
  • Taxa de desistência do grupo, que libera vagas adicionais.

Esses fatores tornam o cálculo do prazo praticamente imprevisível no momento da contratação. Por isso, quem avalia entrar em um consórcio precisa entender que a estimativa apresentada é uma média, não uma promessa.

Existe alternativa para quem não pode esperar?

Sim. Financiamento, compra à vista ou lance embutido logo na primeira assembleia são caminhos mais compatíveis com urgência real. Tiago Oliva Schietti remete que o consórcio funciona melhor como ferramenta de planejamento de médio prazo, não como resposta emergencial, e reconhecer essa diferença evita frustração.

Consórcio ou compra imediata: O que considerar antes de decidir?

Avaliar o próprio cronograma de vida é o primeiro passo antes de aderir a qualquer modalidade de compra programada. Um consórcio pode custar menos ao final, mas esse benefício perde sentido se o bem precisa estar disponível em poucos meses e não em um prazo indefinido. Isto posto, o ideal é combinar as duas lógicas quando possível: usar o consórcio para bens de necessidade futura conhecida, como uma reforma planejada, e recorrer a outras formas de crédito quando o prazo é curto e não admite variação.

Decidir com prazo real evita frustração com o consórcio

Em conclusão, a escolha entre consórcio e outras formas de aquisição não deve se basear apenas no valor final pago, mas na compatibilidade entre o prazo possível e a necessidade concreta do bem. Ignorar essa variável é o que transforma uma decisão financeira inteligente em uma fonte de ansiedade. Portanto, antes de entrar em um grupo, simule cenários de espera longa e pergunte se sua rotina resiste a esse tempo sem o bem. Essa reflexão prévia, mais do que qualquer cálculo de juros, é o que determina se o consórcio realmente serve ao seu momento.

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