A incorporação imobiliária vive um momento de transição estrutural impulsionado pelo avanço da tecnologia, conforme aponta o engenheiro Valderci Malagosini. Processos antes fragmentados, pouco integrados e altamente dependentes de controles manuais estão sendo substituídos por soluções digitais capazes de ampliar a previsibilidade, reduzir riscos e qualificar a tomada de decisão ao longo de todo o ciclo da obra.
Neste artigo, analisamos como o uso do BIM e de ferramentas digitais está transformando o controle de obras na incorporação, quais ganhos práticos essas tecnologias oferecem e por que a inovação deixou de ser um diferencial para se tornar um fator essencial de competitividade no setor.
Por que a incorporação imobiliária passou a demandar mais controle e previsibilidade?
Segundo o engenheiro Valderci Malagosini, a complexidade dos empreendimentos imobiliários aumentou significativamente nos últimos anos. Projetos mais elaborados, exigências regulatórias mais rigorosas, pressão por prazos e margens mais ajustadas tornaram o improviso um risco elevado.
Nesse contexto, a incorporação exige controle técnico, financeiro e operacional em tempo real. A tecnologia surge como resposta a essa necessidade, permitindo integrar informações, antecipar conflitos e reduzir incertezas que impactam diretamente o custo e o cronograma das obras.
O que muda no controle de obras com a adoção do BIM?
O BIM representa uma mudança de lógica na forma de planejar, projetar e executar obras. Em vez de trabalhar com documentos isolados, a incorporação passa a operar com um modelo digital integrado, que centraliza informações geométricas, técnicas e quantitativas do empreendimento.
Essa abordagem permite identificar interferências entre sistemas ainda na fase de projeto, reduzindo retrabalho durante a execução. Além disso, o BIM melhora a comunicação entre equipes, projetistas e gestores, criando uma base única de informações confiáveis para o controle da obra.
Como as ferramentas digitais ampliam a eficiência da gestão da incorporação?
Além do BIM, diversas ferramentas digitais vêm sendo incorporadas à rotina da incorporação imobiliária, como afirma o engenheiro Valderci Malagosini. Sistemas de gestão de obras, plataformas de acompanhamento físico e financeiro e aplicativos de campo permitem monitorar o andamento das atividades de forma mais precisa.
Essas soluções reduzem a dependência de controles manuais e planilhas desconectadas. Com dados atualizados e acessíveis, o gestor consegue identificar desvios rapidamente, corrigir rotas e tomar decisões baseadas em informações consistentes, e não apenas em percepções.

Quais benefícios práticos o uso de tecnologia traz para o dia a dia da obra?
Antes de listar os principais benefícios, é importante destacar que a tecnologia não substitui a gestão, mas potencializa sua eficiência quando bem aplicada.
- Maior integração entre projeto, orçamento e execução;
- Redução de retrabalho e conflitos em campo;
- Monitoramento em tempo real do avanço físico da obra;
- Controle mais preciso de custos e desvios financeiros;
- Melhoria na comunicação entre equipes e fornecedores.
Na análise do engenheiro Valderci Malagosini, esses ganhos refletem diretamente na produtividade e na qualidade da entrega final.
Como a tecnologia melhora a tomada de decisão na incorporação?
De acordo com o engenheiro Valderci Malagosini, a principal contribuição da tecnologia para a incorporação está na qualidade das decisões. Com dados integrados, atualizados e confiáveis, o gestor deixa de atuar de forma reativa e passa a antecipar problemas.
Essa capacidade analítica permite avaliar cenários, comparar alternativas e escolher soluções mais eficientes sob os aspectos técnico, financeiro e operacional. A inovação, nesse sentido, deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a ocupar um papel estratégico na condução dos empreendimentos.
O que esperar do futuro da incorporação orientada por tecnologia?
Por fim, o futuro da incorporação imobiliária aponta para modelos cada vez mais digitais, integrados e orientados por dados. O uso do BIM tende a se consolidar, assim como a adoção de plataformas que conectam planejamento, execução e pós-obra.
Incorporadoras que investem em tecnologia e inovação constroem uma base mais sólida para crescer com controle, reduzir riscos e entregar empreendimentos com maior qualidade. Em um mercado competitivo, a capacidade de gerir obras com precisão será um dos principais fatores de diferenciação no longo prazo.
Autor: Dmitriy Gromov



